Os 10 fundos mútuos com melhor desempenho em 2025
Em um ano marcado por mudanças na liderança do mercado e surpresas econômicas, os fundos mútuos provaram mais uma vez por que continuam sendo peças centrais da alocação de capital de longo prazo para instituições e investidores individuais. Em 2025, em todos os mercados, desde economias emergentes até índices desenvolvidos, os fundos bem administrados proporcionaram retornos sólidos, apesar dos períodos de volatilidade, mudanças regulatórias e desempenho desigual dos setores. Para fundos de pensão, gestores de patrimônio soberano e fundos patrimoniais, este foi um ano não apenas de retorno absoluto, mas também de resultados ajustados ao risco, exposição disciplinada a temas estruturais e decisões ativas que distinguiram os vencedores dos perdedores.
Os fundos mútuos se diferenciam dos fundos de hedge e dos veículos privados porque combinam ampla diversificação, gestão profissional e governança transparente com capacidade escalável. Para os investidores institucionais, seu papel vai além dos números de desempenho, pois são veículos que devem se encaixar em estruturas de ativos e passivos, categorias de liquidez e mandatos regulatórios. Os fundos que tiveram desempenho superior em 2025 não o fizeram apenas perseguindo o momentum de curto prazo, mas alinhando suas exposições com tendências duradouras em tecnologia, comportamento do consumidor, geopolítica e política macroeconômica. Seja por meio de estratégias seletivas de ações, ênfase em mercados emergentes ou sofisticação na alocação de ativos, os melhores fundos proporcionaram retorno e confiança institucional.
Talvez o mais marcante em 2025 tenha sido o retorno distribuído por todas as categorias. Os fundos de pequena capitalização e setoriais superaram os índices mais amplos, enquanto os veículos de capitalização flexível e ações internacionais capturaram o crescimento temático além das fronteiras nacionais. Mesmo em períodos de tensão no mercado, os fundos que equilibraram qualidade e crescimento tiveram um desempenho superior, destacando o prêmio que uma gestão cuidadosa pode oferecer em relação às alternativas passivas em tempos de incerteza.
Os 10 fundos mútuos com melhor desempenho em 2025
Esta tabela combina líderes em retorno absoluto, como fundos de ações de pequena capitalização e de mercados emergentes, com vencedores em alocação estratégica nas categorias híbrida e internacional. A diversidade de estratégias reflete a complexidade dos mercados de 2025, onde diferentes partes da economia global avançaram em ritmos variados.
| Classificação | Nome do fundo | Retorno estimado para 2025 | Estratégia principal / Categoria | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Fundo HSBC Brasil | ~55%+ | Ações de mercados emergentes | Melhor fundo mútuo com melhor desempenho global em 2025, de acordo com a cobertura |
| 2 | Fundo Quant Small Cap | ~54% | Ações de pequena capitalização | Foco em empresas de capitalização pequena com forte crescimento |
| 3 | Fundo Nippon Índia Small Cap | ~49% | Ações de pequena capitalização | Exposição estrutural consistente a empresas de pequena capitalização |
| 4 | Fundo SBI Small Cap | ~45% | Ações de pequena capitalização | Outro destaque entre as empresas de pequena capitalização |
| 5 | Fundo HDFC Balanced Advantage | ~20% | Alocação dinâmica de ativos / híbrida | Beneficiou-se da combinação tática de ativos |
| 6 | Alocador de ativos da ICICI Prudential | ~18% | Multiativos | Execução forte e diversificada |
| 7 | Fundo Híbrido de Ações SBI | ~17% | Híbrido dinâmico/equidade | Obteve retornos robustos ajustados ao risco |
| 8 | Fundo de Ações Nippon Índia Taiwan | ~26% | Ações internacionais | Melhor desempenho entre os fundos internacionais |
| 9 | Fundo HDFC de Transporte e Logística | ~19% | Setor/temático | Desempenho superior através da rotação setorial |
| 10 | Fundo ICICI Pru NASDAQ 100 Index | ~13% | Índice / ações de crescimento | Beneficiou-se dos ganhos do índice liderado pela tecnologia |
Exemplos que marcaram o ano
Fundo HSBC Brasil destacou-se como um fundo mútuo de destaque em 2025, proporcionando retornos superiores a 55% em um ano marcado por um desempenho global irregular. Seu sucesso esteve ligado à exposição disciplinada à recuperação do mercado local brasileiro e às oportunidades temáticas em commodities e finanças, comprovando que estratégias focadas em mercados emergentes podem superar os benchmarks mais amplos quando os fundamentos macroeconômicos e estruturais locais estão alinhados.
Por outro lado, o Quant Small Cap Fund, o Nippon India Small Cap Fund e o SBI Small Cap Fund demonstraram o poder do crescimento doméstico em um mercado onde as empresas de maior capitalização ofereciam estabilidade, mas com potencial de valorização limitado, diante do rápido crescimento dos lucros das empresas menores. Esses fundos apresentaram perfis de retorno muito acima de muitos de seus pares de grande capitalização, destacando como gestores ágeis e altamente convictos de pequenas capitalizações podem obter ganhos desproporcionais.
As alocações institucionais híbridas e multiativos também ganharam força. Fundos como Fundo HDFC Balanced Advantage e o ICICI Prudential Asset Allocator ilustrou como mudanças táticas entre exposições a ações e dívidas durante períodos turbulentos podem melhorar os resultados ajustados ao risco, uma prioridade para grandes carteiras com orçamentos de risco restritos.
Um ano de desempenho e uma visão para 2026
Para os investidores institucionais, 2025 foi um ano que reafirmou vários princípios fundamentais do investimento em fundos mútuos:
- Primeiro, a gestão ativa continua a ser importante quando os mercados estão instáveis e a liderança do setor muda. Os fundos que fizeram alocações ponderadas, em vez de seguirem temas macroeconômicos únicos, tenderam a superar seus índices de referência.
- Segundo, A diversificação geográfica e a capitalização proporcionaram não apenas retorno, mas também resiliência, um resultado extremamente importante para as obrigações fiduciárias de longo prazo.
- Terceiro, A disciplina na execução, especialmente nos mercados emergentes e em empresas de menor capitalização, rendeu bons frutos, mostrando que a exposição seletiva a nichos de alto crescimento pode complementar as participações mais amplas e centrais.
Olhando para 2026, muitas das forças estruturais que moldaram os resultados deste ano continuam relevantes. As economias emergentes podem continuar a oferecer trajetórias de crescimento diferenciadas, especialmente onde as condições monetárias e fiscais divergem dos mercados desenvolvidos. As estratégias das empresas menores, embora mais voláteis, podem novamente apresentar um desempenho superior se a expansão econômica persistir além dos pontos de inflexão habituais do ciclo. Enquanto isso, os fundos híbridos e multiativos podem atrair alocações de instituições que buscam renda com risco controlado.
Ao mesmo tempo, o espectro das mudanças nas políticas globais, das tensões geopolíticas e das variações nas taxas de juros significa que a diversificação e a gestão disciplinada dos riscos serão tão importantes como sempre.
Para os leitores institucionais, desde fundos patrimoniais e pensões até investidores soberanos e seguradoras, a combinação de retorno, controle de risco e alinhamento estratégico definirá o sucesso no ano que se inicia.

